Julia Zanatta e o show da Xuxa: o duplo padrão da patrulha esquerdista

por Richard Ritter – @richardritteroficial


“Xuxa acha que a minha tiara é nazista. Ela só esqueceu de apagar as várias fotos em que aparece usando a mesma tiara e o vídeo em que fala sobre as dificuldades da sua “branquitude”, como diz a militância que ela tanto aplaude. Primeiro foi o Felipe Neto: falou da minha tiara, e a internet resgatou fotos dele com flores na cabeça. Agora é a Xuxa. Estou começando a achar que isso é inveja!”, afirmou a pré-candidata a deputada federal Julia Zantta (PL) na sua respectiva Rede Social.
O episódio expõe com clareza o modus operandi da cultura do cancelamento e da militância de esquerda: a aplicação seletiva de virtude e a busca incansável por escândalos fabricados.

A hipocrisia do “acuse-os do que você faz”

Quando personalidades como Xuxa Meneghel ou Felipe Neto tentam monopolizar a moralidade pública para atacar opositores políticos, acabam caindo na própria armadilha. A facilidade com que o tribunal da internet resgata o passado dessas mesmas figuras mostra que o problema nunca foi o acessório ou a estética, mas sim quem o está usando.

Para os aliados

O uso de determinados símbolos ou falas sobre “branquitude” é tratado como gafe passível de esquecimento ou “aprendizado”.

Para os adversários

O mesmo ato é imediatamente rotulado com as acusações mais graves possíveis — como o nazismo —, banalizando pautas históricas sérias em nome da narrativa política.

A banalização de rótulos comportamentais

A estratégia de carimbar qualquer símbolo inofensivo ou adereço com rótulos extremistas é uma tática manjada da hegemonia cultural esquerdista. O objetivo principal não é combater o preconceito real, mas sim desumanizar o adversário político, descredibilizando sua imagem perante a opinião pública para evitar o debate de ideias de fundo (como liberdade individual, economia e valores tradicionais).

Moral da história

Quando a narrativa precisa de constante ginástica mental para sustentar acusações absurdas, o resultado é a perda de credibilidade dos próprios “juízes da internet”. No fim, sobra apenas a lacração seletiva e a sinalização de virtude vazia.


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