Ilusão: Festa de João Rodrigues, no dia da condenação de Bolsonaro, implode seu (já isolado) projeto de correr ao governo do Estado…

por Plinio Ritter – @plinioritteroficial


Santa Catarina – Falta de “timing”. Falas e gestos equivocados, numa sequência incrível de erros, enterraram de vez as chances de vingar uma candidatura minimamente viável de João Rodrigues (PSD), prefeito de Chapecó, ao Governo do Estado de Santa Catarina em 2026.
João passou esse ano tentando construir uma candidatura ao governo do Estado no ano que vem.
Contudo, João abusou de se meter em confusões (escândalos do IPTU e do envio de verbas da Prefeitura de Chapecó as rádios das filhas no Rio Grande do Sul, etc), e se desgastou dentro do próprio partido, comprando brigas desnecessárias com correlegionários.
Agora nada supera a cereja do bolo dos erros estúpidos, sovado a doses cavalares de mancada, que o fato de ter promovido uma recepção para seu Chefe, Gilberto Kassab, em Balneário Camboriú, na última quinta-feira (11), a toque de tambores de escola de samba no mesmo momento em que o STF anunciava a pena de 27 anos e 3 meses de Jair Bolsonaro.
João passou os últimos anos se gabando de uma pretensa amizade com Bolsonaro, entretanto, no dia em que Bolsonaro foi condenado João fez festa e fez questão de anunciar que nunca foram do mesmo partido.
O movimento atabalhoado de João revela um erro primário em política, a escancarada traição, que como sabido é compreendida, mas imperdoável pelo eleitor.
Compreende-se porque João correu de Bolsonaro. Claro, seu partido, o PSD, tem três Ministérios no governo Lula da Silva (PT) e tem se posto contra as pretensões bolsonaristas de anistia.
Por outra perspectiva, não se perdoa João porque ele, enquanto pode se beneficiar, passou anos tentando linkar sua imagem a de Bolsonaro, e (não tão) de repente se joga para fora do barco como se conhecesse o mito “apenas de vista”.
A um só tempo, João queimou de vez seu filme com a direita conservadora, bem como com o centrão. A direita, por trair, e o centrão por chegar atrasado e querer sentar na janela.
Atento às trapalhadas joananias, Julio Garcia (que sequer sentou à mesa de João em Balneário Camboriú) já articula forte para tentar emplacar Topázio Neto (PSD), Prefeito de Florianópolis, como vice de Jorginho Mello (PL) para 26, para o PSD não morrer de inanição.
A questão a resolver diz respeito ao MDB, que ficaria em tal cenário sem posição na majoritária em troca da presidência da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina – Alesc para os próximos 4 anos e de duas vagas no Tribunal de Contas (das três que abrem em 30 com as aposentadorias dos Conselheiros Nadal, Herbert e Wanddal).
Em suma, o que é fato consumado é o esfacelamento das pretensões de João Rodrigues para 2026, o resto são negociações de bastidores, ainda, segundo nossas fontes.
Seguimos acompanhando.


José Thomé, ex-prefeito de Rio do Sul, não é mais assunto político, mas denunciado da Justiça Criminal

Rio do Sul – Segundo fontes, Thomé é um traidor político de mão cheia. Em 2018, então no PSDB, que estava na chapa de Mauro Mariani (MDB), no meio do processo eleitoral, Thomé abriu voto ao rival de Mariani, Gelson Merisio, na época candidato do PSD, em 22 coordenador da campanha do petista Décio Lima.
Na política, assim, já andava ladeira abaixo. Agora que denunciado na operação mensageiro, por questões criminais, a coluna dá a ele a presunção de inocência, que se deve dar a todo acusado, e deseja sucesso em sua defesa.
Em suma, Thomé não é mais assunto político, mas criminal.



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