Entrevista | João Cobalchini
por Richard Ritter – @richardritteroficial

“Política se faz ouvindo, dialogando e tendo capacidade de transformar discussão em resultado. É essa postura que quero levar para a Assembleia Legislativa.’’
João Cobalchini, candidato a Deputado Estadual por Santa Catarina na Eleição de 2026, concedeu entrevista exclusiva ao jornalista Richard Ritter, confira.
Richard Ritter: Você presidiu a Câmara de Florianópolis durante a aprovação do novo Plano Diretor. O que essa experiência diz sobre a sua forma de fazer política?
João Cobalchini: A aprovação do Plano Diretor foi um dos maiores desafios da minha trajetória pública. Como presidente da Câmara, liderei um processo que envolveu debates, audiências públicas, diferentes setores da sociedade e posições muitas vezes divergentes. Foi preciso ter diálogo, equilíbrio e, principalmente, coragem para fazer a cidade avançar.
O Plano Diretor estava há anos sendo discutido e Florianópolis precisava de uma resposta. Conseguimos construir os entendimentos necessários e aprovar uma legislação fundamental para organizar o crescimento da cidade, estimular o desenvolvimento, ampliar possibilidades de habitação e dar segurança jurídica.
Essa experiência reforçou algo em que acredito muito: política se faz ouvindo, dialogando e tendo capacidade de transformar discussão em resultado. É essa postura que quero levar para a Assembleia Legislativa.
Richard Ritter: Uma das principais propostas da sua campanha é o conceito de “Município Forte”. O que isso significa na prática?
João Cobalchini: Eu acredito que Santa Catarina será cada vez mais forte se os nossos municípios também forem fortes. É nas cidades que as pessoas vivem e é onde os problemas aparecem primeiro, mas muitas vezes as prefeituras não têm recursos ou estrutura suficientes para dar a resposta que a população precisa.
Quero atuar na Assembleia para aproximar o Estado dos municípios, ajudando a viabilizar recursos, obras e soluções para demandas locais. Minha experiência como vereador mostrou que, quando existe parceria entre os diferentes níveis de governo, as coisas acontecem mais rápido.
Meu compromisso é ser um deputado presente, que conheça a realidade de cada região e ajude os municípios a transformar suas demandas em resultados concretos para a população.
Richard Ritter: A mobilidade é hoje um dos maiores desafios da Grande Florianópolis. Qual é a sua proposta para enfrentar esse problema?
João Cobalchini: Não dá mais para pensar mobilidade olhando cada município isoladamente. Quem mora em São José e trabalha em Florianópolis, quem sai de Palhoça, Biguaçu ou de outras cidades todos os dias sabe que, na prática, nós já vivemos como uma região integrada.
Por isso, uma das minhas prioridades será trabalhar por uma mobilidade verdadeiramente metropolitana, com integração entre os sistemas de transporte e implantar a tarifa única metropolitana. Isso beneficia tanto os usuários quanto as empresas da grande Florianópolis. Precisamos facilitar os deslocamentos, reduzir o tempo que as pessoas perdem no trânsito e tornar o transporte coletivo uma alternativa mais eficiente e acessível.
Esse é um problema que ultrapassa os limites de cada prefeitura e exige protagonismo e coordenação do Governo do Estado.
Richard Ritter: Santa Catarina tem enfrentado eventos climáticos cada vez mais severos. O que você pretende defender na Assembleia para tornar nossas cidades mais preparadas?
João Cobalchini: Santa Catarina conhece muito bem as consequências de enchentes, deslizamentos, enxurradas e outros eventos extremos. Não podemos continuar trabalhando apenas depois que a tragédia acontece. Precisamos investir muito mais em prevenção.
Uma das propostas que quero defender é o fortalecimento de uma política estadual de resiliência climática, inclusive com recursos específicos para apoiar os municípios em obras e ações preventivas. Isso envolve drenagem, contenção de encostas, prevenção de alagamentos, monitoramento de áreas de risco e também atenção às regiões costeiras afetadas pela erosão marítima.
Prevenir custa menos do que reconstruir e, principalmente, salva vidas. Quero trabalhar para que o Estado esteja ao lado dos municípios antes da emergência, e não somente depois dela.
Foto: Divulgação

