Entrevista | Jorginho Mello

por Richard Ritter – @richardritteroficial


“Quero que o catarinense analise aquilo que foi realizado, aquilo que está em andamento e aquilo que estamos propondo para os próximos anos. Santa Catarina é um Estado extraordinário, construído por gente trabalhadora e empreendedora. Nosso compromisso é cuidar do dinheiro público com responsabilidade e fazer com que ele volte para a população em saúde, educação, segurança, infraestrutura e oportunidades. Se recebermos novamente essa confiança, queremos continuar trabalhando para que Santa Catarina cresça sem perder aquilo que faz do nosso Estado um dos melhores lugares para viver, trabalhar e criar uma família.’’
Jorginho Mello, candidato ao Governo de Santa Catarina na Eleição de 2026, concedeu entrevista exclusiva ao jornalista Richard Ritter, confira.

Richard Ritter: Governador, depois de quatro anos à frente de Santa Catarina, por que o senhor quer continuar governando o Estado por mais um mandato?

Jorginho Mello: Porque acredito que ainda temos muito trabalho pela frente. Quando assumimos, encontramos desafios importantes, especialmente na organização das contas públicas, e tivemos que colocar a casa em ordem para conseguir avançar. Ao longo do mandato, trabalhamos em áreas fundamentais como saúde, educação, infraestrutura e segurança. Agora queremos dar continuidade aos projetos que estão em andamento e iniciar uma nova etapa de desenvolvimento. Santa Catarina é um Estado que cresce muito e exige planejamento permanente. Quero continuar trabalhando para acompanhar esse crescimento e melhorar cada vez mais os serviços prestados aos catarinenses.

Richard Ritter: Qual resultado do seu governo o senhor considera mais importante nesses quatro anos?

Jorginho Mello: É difícil escolher apenas um, porque trabalhamos em várias frentes. Mas considero fundamental termos conseguido organizar as finanças e, ao mesmo tempo, ampliar os investimentos. Isso permitiu colocar recursos em rodovias, hospitais, escolas, segurança pública e nos municípios. Também tivemos programas importantes na educação, como o Universidade Gratuita, e um esforço muito grande na saúde. O mais importante é que conseguimos transformar organização financeira em capacidade de investimento. Estado organizado consegue planejar, investir e entregar mais para a população.

Richard Ritter: A saúde continua sendo uma das principais preocupações dos catarinenses, especialmente em relação às filas por cirurgias e consultas. O que ainda precisa ser feito?

Jorginho Mello: Saúde é uma área em que o trabalho nunca termina. Avançamos muito na realização de procedimentos, ampliamos serviços e aumentamos a estrutura disponível, mas sabemos que ainda existem pessoas esperando atendimento. E quem está esperando uma cirurgia ou um exame não quer saber apenas de números; quer ser atendido. Por isso, precisamos continuar ampliando a capacidade da rede, fortalecendo hospitais, descentralizando os atendimentos e trabalhando em parceria com municípios e instituições. A meta tem que ser diminuir cada vez mais o tempo entre o diagnóstico e o tratamento.

Richard Ritter: Na educação, o Universidade Gratuita tornou-se uma das marcas do seu governo. Para um eventual segundo mandato, qual seria a prioridade?

Jorginho Mello: O Universidade Gratuita abriu uma oportunidade importante para milhares de jovens, mas precisamos olhar para toda a trajetória do estudante. O próximo passo é fortalecer ainda mais a educação básica e ampliar a formação técnica e profissionalizante. Santa Catarina tem uma economia muito dinâmica e nossas empresas precisam de profissionais qualificados. Queremos aproximar cada vez mais a escola das oportunidades de trabalho, investir na estrutura das unidades escolares e preparar nossos jovens tanto para a universidade quanto para uma profissão.

Richard Ritter: Santa Catarina cresceu muito nos últimos anos e enfrenta problemas de mobilidade e infraestrutura. Como o senhor pretende enfrentar os gargalos das rodovias?

Jorginho Mello: Infraestrutura é uma questão estratégica. Não adianta termos uma economia forte se as pessoas e a produção não conseguem se deslocar com eficiência. Fizemos investimentos importantes nas rodovias estaduais e precisamos continuar esse trabalho. Também temos projetos estruturantes que precisam avançar. Um exemplo é a Via Mar, pensada como alternativa à BR-101 Norte. Precisamos pensar Santa Catarina para as próximas décadas, porque algumas soluções de hoje já não serão suficientes daqui a dez ou vinte anos. Isso exige investimento, planejamento e parceria entre Estado, municípios e União.

Richard Ritter: O senhor costuma destacar os indicadores de segurança pública de Santa Catarina. O que pretende fazer para manter esses resultados?

Jorginho Mello: Segurança pública exige investimento permanente. Precisamos continuar valorizando os profissionais, renovando equipamentos, utilizando tecnologia e fortalecendo a integração entre Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica e Corpo de Bombeiros. Também precisamos acompanhar o crescimento populacional. Santa Catarina recebe milhares de novos moradores e a estrutura pública precisa crescer junto. Segurança não pode ser tratada apenas quando surge um problema; precisa de planejamento e presença constante do Estado.

Richard Ritter: Santa Catarina tem uma economia forte, mas empresários ainda reclamam de burocracia. O que um segundo mandato poderia fazer para melhorar o ambiente de negócios?

Jorginho Mello: O Estado precisa facilitar a vida de quem trabalha, produz e gera emprego. Isso significa simplificar processos, reduzir burocracia, digitalizar serviços e dar mais segurança para quem quer investir. Queremos avançar ainda mais na desburocratização e tornar Santa Catarina cada vez mais competitiva. Temos uma característica muito forte, que é o empreendedorismo do catarinense. O papel do governo não é atrapalhar quem quer produzir, mas criar condições para que as empresas cresçam, invistam e gerem oportunidades.

Richard Ritter: O crescimento populacional também trouxe desafios para cidades como Florianópolis, Joinville, Itajaí, Blumenau e outras regiões. Como preparar Santa Catarina para esse crescimento?

Jorginho Mello: Esse é um dos grandes desafios dos próximos anos. O crescimento é positivo, porque demonstra que Santa Catarina oferece oportunidades e qualidade de vida, mas também aumenta a demanda por hospitais, escolas, segurança, saneamento e infraestrutura. Precisamos antecipar esses problemas. O Estado deve trabalhar junto com os municípios, respeitando as características de cada região, e planejar investimentos pensando não apenas na população que temos hoje, mas naquela que teremos daqui a dez ou vinte anos.

Richard Ritter: Em uma campanha de reeleição, o eleitor também cobra aquilo que não foi realizado. O que o senhor reconhece que ainda precisa avançar?

Jorginho Mello: Sempre existe muito a melhorar. Governar é estabelecer prioridades diante de demandas que são praticamente infinitas. Temos obras que precisam avançar mais rápido, desafios na saúde, necessidades na infraestrutura e demandas importantes na educação. O que posso dizer ao catarinense é que não fugimos dos problemas. Aquilo que ainda não conseguimos concluir precisa continuar sendo enfrentado. Um segundo mandato não pode significar simplesmente repetir o primeiro, mas aproveitar o que foi construído para avançar mais rapidamente.

Richard Ritter: Por fim, qual seria a principal mensagem do senhor ao catarinense ao apresentar seu nome novamente para governar Santa Catarina?

Jorginho Mello: Quero que o catarinense analise aquilo que foi realizado, aquilo que está em andamento e aquilo que estamos propondo para os próximos anos. Santa Catarina é um Estado extraordinário, construído por gente trabalhadora e empreendedora. Nosso compromisso é cuidar do dinheiro público com responsabilidade e fazer com que ele volte para a população em saúde, educação, segurança, infraestrutura e oportunidades. Se recebermos novamente essa confiança, queremos continuar trabalhando para que Santa Catarina cresça sem perder aquilo que faz do nosso Estado um dos melhores lugares para viver, trabalhar e criar uma família.


Foto: Eduardo Valente/Secom