Rogério Marinho na disputa pela presidência do Senado


Em reunião realizada na tarde da quarta-feira (4) na sede do partido, em Brasília, o Partido Liberal (PL) oficializou a candidatura do líder da oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN), para a presidência do Senado Federal. A eleição, marcada para o dia 1º de fevereiro, define o comando da Casa e exige intensa articulação política e costura de apoios nos bastidores do Congresso Nacional.

Marinho, que atuou como coordenador da campanha eleitoral do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), chega ao pleito respaldado pela confiança da família Bolsonaro. A indicação foi celebrada por correligionários, incluindo o senador eleito por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL-SC). “O senador Rogério Marinho é o nosso candidato à presidência do Senado. O caminho é conversar todo dia com os parlamentares e ouvir o que cada um traz das suas bases. A maior bancada do Congresso não para”, afirmou o parlamentar catarinense ao defender a candidatura.

Ao comentar a indicação, o líder da oposição ressaltou a responsabilidade de liderar o grupo político no pleito. “Fui escolhido pelos nossos companheiros para representar a direita”, declarou Marinho. Ele também indicou que buscará diálogo com a senadora Tereza Cristina (PP-MS) “oportunamente”.

A decisão do PL se insere em um cenário ainda indefinido no campo oposicionista. Nos bastidores, dirigentes e parlamentares tentavam alinhar uma candidatura única entre Marinho e Tereza Cristina — que também disputava votos dentro da oposição — para evitar a divisão de forças e concentrar os esforços no confronto com a candidatura do senador Davi Alcolumbre (União-AP).

A MATEMÁTICA DOS VOTOS

Para ser eleito presidente do Senado, o candidato precisa alcançar a maioria absoluta da Casa, equivalente a pelo menos 41 votos. Com a projeção de contar com 29 senadores a partir de 2027, o PL precisará buscar o apoio de ao menos mais 12 parlamentares para viabilizar a vitória de Marinho. A estratégia da legenda, passa por captar “dissidentes políticos” de diferentes legendas, incluindo parlamentares do próprio União Brasil.

Do outro lado da disputa, Davi Alcolumbre busca consolidar favoritismo para garantir sua reeleição ao comando da Casa. O senador pelo Amapá já formalizou acenos expressivos e assegurou o apoio de blocos e legendas estratégicas de diferentes espectros políticos, colhendo sinalizações do MDB, PSD e PT, além dos apoios já anunciados do União Brasil e do PP.


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