Reclamações da Câmara de Vereadores de Florianópolis: João Cobalchini teria visado auto promoção?

por Plinio Ritter – @plinioritteroficial

Florianópolis – As reclamações sobre o equipamento e forma de funcionamento da Internet da Câmara de Vereadores de Florianópolis tem sido das mais variadas.
Há quem diga que moradores da região tem logado nas Redes Sociais da Câmara e feito uso de Internet paga pelo contribuinte em total desvio de finalidade de sua contratação, que deveria ser voltada a servir os efetivos visitantes do Legislativo Municipal.
Há, ainda, àqueles que tem criticado o presidente da Câmara, João Cobalchini (MDB), ao argumento que a contratação de Internet seria jogada de marketing pessoal, o que, acaso eventualmente comprovado, pode levar a perda do mandato do parlamentar e de seus direitos políticos. Erro gravíssimo do João e da sua assessoria de comunicação, uma estratégia completamente amadora, pois nem Jair Bolsonaro (PL) que instalou internet no grande Nordeste e em outros estados que precisavam do sinal gratuito fez auto promoção.
Esse show de oportunismo é semelhante ao do ex-secretário de educação estadual Luiz Fernando Vampiro, será a mesma assessoria de comunicação? Coincidentemente ou não, o fato é que a população não é boba, a política evolui, João Cobalchini ainda demonstra atitudes precoces e imaturas para estar à frente da presidência da Câmara Municipal de Florianópolis. O fato de ter contribuído para aprovação do Plano Diretor do município não o engrandece, pois todos sabem que além da obrigação como servidor público de trabalhar para a sociedade floripolitana, João teve colegas parlamentares que trabalharam o dobro para que o plano fosse aprovado.
E se constatado que as viagens para Brasília com tempos de gravações na Redes Sociais pessoais do vereador são custeadas pelo bolso do contribuinte, o mínimo que João Colbachini deveria fazer é gravar e dedicar todo esse tempo para as Redes Sociais da Câmara, contribuindo com a Casa do Povo – Câmara de Vereadores.
A equipe de jornalistas do Hora política em Florianópolis e Brasília apurou que é bem possível que a questão chegue em breve ao Ministério Público de Santa Catarina – MPSC, para providências que entender pertinente.


PLANO DIRETOR APROVADO

Florianópolis – Em sessão extraordinária, realizada na quinta-feira, 04, os vereadores aprovaram a Redação Final do texto do PLC 1911/2022, que trata da Revisão do Plano Diretor de Florianópolis.
O novo plano diretor de Florianópolis atuará com novas diretrizes sobre o ordenamento urbanístico da cidade, para onde ela poderá crescer e de forma ordenada.


ELEITORES DE XAVANTINA VOLTAM ÀS URNAS NESTE DOMINGO

Xavantina – Eleitores de Xavantina voltam às urnas neste domingo (7), em nova eleição municipal. As eleitoras e os eleitores de Xavantina têm novo encontro marcado com a democracia no próximo domingo (7). Eles retornam às urnas para eleger os novos prefeito e vice-prefeito do município.
Estarão aptos a votar 3.491 eleitores inscritos ou transferidos para a cidade até o dia 9 de dezembro do ano passado.
A nova eleição foi convocada porque os candidatos eleitos em 2020 tiveram os diplomas cassados pela Justiça Eleitoral por praticarem captação.


PRONAMPE

Brasília – O senador Esperidião Amin (PP) comemorou a aprovação da lei sancionada no último dia 24 que amplia para seis anos o prazo de linhas do Pronampe. 
Com essa ampliação, dois assuntos são iluminados, segundo Amin: “primeiro, é necessário se dar esse prazo a mais até porque foram empréstimos emergenciais, especialmente concedidos durante a pandemia. Portanto, é uma prorrogação necessária”. 
O segundo aspecto é que esse dinheiro era praticamente do Governo: “o Governo colocou R$38 bilhões no Pronampe, e os bancos, por falta de capilaridade de uma rede de atendimento adequada, emprestaram apenas R$40 bilhões, ou seja, praticamente o dinheiro que o Governo colocou”. 
Esperidião Amin finalizou afirmando que o outro problema que está sendo iluminado por essa prorrogação “é a necessidade de nós termos mais agentes financeiros capacitados para dialogar com o micro, o MEI, enfim, com o pequeno”. 


LULA TÊM RAZÃO

Brasil – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, na quinta-feira (4), os preços dos carros no Brasil. Em sua fala, o mandatário mencionou, entre outras coisas, a baixa venda de automóveis no país.
Em abril, as vendas recuaram 18,7% na comparação com março. O cenário das montadoras também não está nada bom. Lula, então, externou seu descontentamento.
“A fábrica de automóveis não está vendendo bem, mas qual pobre pode comprar um carro popular de R$ 90 mil?”, indagou o presidente, em discurso a membros do Conselhão, que reúne 246 personalidades da sociedade civil, incluindo Felipe Neto e Luiza Trajano.
“Um carro de R$ 90 mil não é popular, é para a classe média”, completou o presidente, que falou ainda sobre a necessidade de produzir veículos “a preços mais compatíveis e aumentar as prestações”.


SANTIAGO PEÑA NO PARAGUAI

Internacional – A vitória do direitista Santiago Peña na eleição presidencial do Paraguai foi o assunto mais comentado do mundo político sul-americano nas últimos dias.
Com 96,8% das urnas apuradas, o economista e seu vice, Pedro Alliana, já tinham 42,7% dos votos, confirmando a hegemonia do Partido Colorado no comando do Palácio de López, o Executivo federal paraguaio.
O atual presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, conhecido como Marito, afirmou nas redes sociais que trabalhará “para iniciar uma transição ordenada e transparente que fortaleça nossas instituições e a democracia”.
Após a confirmação da vitória de Peña, líderes dos continentes enviaram mensagens de felicitação pela conquista eleitoral.


CASSAÇÃO DO MANDATO

Brusque – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou na quinta-feira (4) a cassação do mandato do prefeito de Brusque, Ari Vequi (MDB), por considerar que ele foi beneficiado pela atuação do empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, nas eleições municipais de 2020.
O vice-prefeito, o pastor Gilmar Doerner (Republicanos), também foi cassado pela decisão. Os dois e Hang ainda ficam inelegíveis por oito anos, contados a partir de 2020. A defesa do prefeito afirmou que irá recorrer.


A CORRUPÇÃO NÃO ESTÁ SÓ NA POLÍTICA 1

São Paulo – Duas delegadas que atuaram em casos envolvendo Thiago Brennand, preso sob acusações de crimes como estupro, sequestro e tortura, são investigadas por suspeita de terem favorecido o empresário. Ambas são alvo de processos administrativos na Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo e uma delas responde também a uma ação que tramita em segredo no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).


A CORRUPÇÃO NÃO ESTÁ SÓ NA POLÍTICA 2

Brasil – O desembargador Cândido Artur Medeiros Ribeiro Filho, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) foi aposentado por invalidez permanente pelos colegas da corte. O magistrado é investigado na Operação Habeas Pater, que apura venda de sentençås para membros de facções criminosas. Por causa dessa apuração, ele também responde a um processo administrativo no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Cândido Ribeiro foi submetido a exames com um neurologista, que identificou “comprometimento cognitivo secundário ao uso de álcool”. Essa condição o colocaria sob incapacidade laborativa, embora não haja alienação mental.
“O paciente teve dificuldades em desenhar um cubo e não conseguiu se recordar de palavras previamente memorizadas”, diz o laudo do processo de aposentadoria do desembargador.
A aposentadoria de Cândido Ribeiro foi definida em sessão da Corte Especial Administrativa do TRF-1, no último dia 13 de abril. O parecer foi encaminhado pela Corte ao CNJ, para ser anexado ao processo que ele responde junto ao Conselho. Com a aposentadoria, Cândido Ribeiro manterá o salário mensal de R$ 36.663,50.
De toda forma, mesmo que fosse condenado pelo CNJ, a pena máxima imposta pelo conselho também seria a aposentadoria, que neste caso seria compulsória. Isso, no entanto, não o livra da investigação criminal a que responde.
Cândido Ribeiro e o filho, o advogado Ravik de Barros Bello Ribeiro, são suspeitos de comandar um esquema de venda de sentenças em favor de um grupo de traficantes que movimentou cerca de R$ 60 milhões nos últimos anos, com a compra e venda de imóveis, carros, jóias e criptomoedas. Caso pai e filho sejam condenados, podem pegar até 12 anos de prisão.


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